quarta-feira, 31 de março de 2010

Opinarei, apesar da "delicadeza" do assunto. Se puderem discordar sem me "odiar", ficarei profunda e humildemente grato, rs. :-)

Opinarei, apesar da "delicadeza" do assunto.
Se puderem discordar sem me "odiar", ficarei profunda e humildemente grato, rs. :-)

Fé é diferente de igreja.
Fé, se é importante para vc, é a tua mais íntima ligação com a Força Maior do Universo, com Deus (ou Teoria M, ou Yavé, ou seja qual for o nome que prefira, o importante é o Pincípio da coisa). Fé é algo inerente, que nasce em nossos corações junto com nossos espíritos.
As igrejas são clubes de congregação, como qualquer clube, só que versam sobre dogmas religiosos. E como clubes, têm todos os vícios das gentes que os compõem.
Eu tenho Fé, não sigo nenhuma igreja, por opção.
Mas entendo o porquê de pessoas se reunirem em congregações, e acho muito bonito, quando essa união é pura, e feita com Fé e dedicação ao bem comum, que as pessoas se reunam e congreguem!
No entanto existem as "coisas" abaixo descritas (a Época é isenta? Não sei, mas por "n" outras fontes hoje me vejo obrigado a crer na existência sim de tais "pessoas" que criam "igrejas" para fins nada religiosos), essas coisas aberrantes, que se plantam feito cânceres na sociedade, vivendo a custa de Ignorância e da Necessidade dos desesperados, e que "procriam" monstros, traficantes, idólatras (cujo ídolo é o ouro, o dólar, a grana ou, pior, o Poder), e políticos agregados. Dessas coisas, as pessoas que Amam a Deus, só sobra o asco. Ponha VERDADEIRA Educação e Cultura Crítica na mente da população e veja se essas aberrações duram muito. Sou partidário de que Conhecimento não é tudo, mas LIBERTA.
Existem lugares no mundo onde Sacerdotes são pessoas de profundo desenvolvimento espiritual e, claro, científico, são ao mesmo tempo pessoas de Fé e de Conhecimento, Padres Astrônomos, Bispos Antropólogos, Pastores Historiadores ou Psicólogos, ou, no mínimo, os sacerdotes primam pela erudição. Claro que erudição não significa bom caratismo, mas faz com que o olhar espiritual do Sacerdote vá longe, faz sua mente se abrir ao mundo, faz ele enxergar as profundas implicações filosóficas e sociais de sua vocação, lhe dá (se ele for mesmo honesto, bom e corajoso para usá-las) asas para "voar" por todos os hemisférios da Vida Humana, afinal eles são o elo dessa Vida com o Eterno.
Mas aqui, pelo menos nessas "igrejas fast food", cujo objetivo é o mais vil possível, mesmo que por tabela prestem algum auxílio aos necessitados, na verdade o que querem é "sair da m#rda, da pobreza e da falta de poder" pisando sobre ignorantes e desesperados, é aqui, na maiorias desses pequenos (mesmo que grandes) e sujos (mesmo que banhados em ouro) antros, os "sacerdotes" são tão ignorantes quanto seus "hospedeiros" ("fiéis", ele os parazita, feito os vermes que sugam a vida dos intestinos), não dão a mínima para o que representam, só são mesmo mais "espertos" ("capitalisticamente" falando) que seus fiéis.
Mas seria fácil ser uma Boa Alma num mundo perfeito, onde todos fossem, onde não houvesse dor, ignorância, nem sangue-sugas feito os descritos na reportagem que segue. Precisamos encontrar o caminho de tornar sábias nossas almas APESAR do mundo como Nós o fizemos.
Hoje inverteu-se completamente: o diabo, essa "falha de cognição do mundo" que nos torna maus, visceja nas grandezas, nos grandes templos, o diabo chafurda do luxo, enquanto Deus, eterno e profundo, labuta nos detalhes, sussurrando Alegria e Amor, Sapiência, Conhecimento e Harmonia, nas entrelinhas do mundo, num punhado de pessoas, feito botões de flor coloridas e brilhantes salpicadas num pântano, ou estrelas brilhando na noite escura, são essas poucas e diligentes pessoas (alguns são pastores, outros são lavradores, algumas são professoras ou engenheiras, donas de casa, médicas, outras são crianças e jovens estudantes, uns são padres, outros são monges, sacerdotes de todas as religiões, alguns são físicos, antropologistas, relojoeiros, mascates, taxistas, artesãos, administradores de empresas, etc etc etc), que, pela pureza delicada e sutil, forte e profunda, de suas almas, representam A Palavra de Deus no mundo, pois Deus é sutil, precisa ser, é O Artista, mas DEUS TAMBÉM É TUDO, até o menor dos filamentos da existência É DEUS!
E é NESTA FORÇA que EU CREIO! :-)
Abraços do Amigo,
Wagner



26/03/2010 16:01 - Milagres e milhões

Com promessas de cura e até de ressurreição, o apóstolo Valdemiro Santiago transformou sua Igreja Mundial num novo império evangélico
Mariana Sanches e Ricardo Mendonça. Com Juliana Arini, de Cuiabá (MT)

Rogério Cassimiro
CARISMA
De chapéu, uma de suas marcas, o apóstolo Valdemiro Santiago comanda um culto para 50 mil pessoas em
São Bernardo do Campo, São Paulo, em janeiro

– Uma das histórias que mais me impressionou (sic) foi de um homem que morreu. Como se diz no Nordeste, ele estava na pedra. A família já tinha recebido atestado de óbito. A filha dele chegou em mim na igreja, me abraçou e disse: “Se o senhor disser que ele está vivo, ele viverá”. O que houve ali foi pela fé dela. Comovido, respondi: “Então, está vivo”. Quando ela voltou para casa, estavam se preparando para velar o corpo e receberam a notícia de que o homem havia voltado à vida. Os médicos tentaram justificar, mas não conseguiram entender como o coração dele voltou a bater. Foi uma ressurreição.

O relato acima foi feito em 2009 pelo líder evangélico Valdemiro Santiago de Oliveira numa de suas raras entrevistas, concedida a uma publicação evangélica chamada Eclésia.

Alto, negro, extrovertido, de fala rouca cheia de erros de português e forte sotaque mineiro, Valdemiro, de 46 anos, é o criador, líder absoluto e autoproclamado “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus. Caçula entre as neopentecostais, a igreja foi fundada em 1998, em Sorocaba, interior de São Paulo. Mineiro de Palma, região de Juiz de Fora, Valdemiro gosta de se definir como “homem do mato” ou “um simples comedor de angu”. Na pregação diária de bispos e pastores e no boca a boca de milhares de fiéis, é reverenciado como milagreiro. Além de afirmar ressuscitar os mortos, cultiva a fama de curar de aids, câncer, cegueira, surdez, tuberculose, hanseníase, paralisia, alergias, coceiras e dores em qualquer parte do corpo e da alma. Num domingo com três cultos, Valdemiro chega a apresentar mais de 30 testemunhos de cura. ÉPOCA tentou falar com Valdemiro durante dois meses. As solicitações foram feitas por meio de assessores e bispos e diretamente a ele, na saída de cultos. Em duas ocasiões, ele prometeu dar entrevista, mas nunca agendou.

Dissidência da Igreja Universal do Reino de Deus, a Mundial é a menos organizada das evangélicas. Seus templos têm instalações precárias. A pregação é classificada por alguns como “primitiva”. Há gritos, choros e performances espalhafatosas. Até suas publicações são visivelmente mais pobres que as das concorrentes. Apesar de fazer quase tudo no improviso, a Mundial já é considerada o maior fenômeno religioso do Brasil desde a criação da Igreja Universal, em 1977, sob a liderança do bispo Edir Macedo. Mais que isso, a Mundial começa a se firmar como ameaça ao império que a Universal ergueu no campo das neopentecostais.

Carismático, intuitivo, meio desafiador, meio fanfarrão, Valdemiro comanda uma estrutura que, de acordo com números da igreja, reúne 2.350 templos, cerca de 4.500 pastores e tem sedes em mais 12 países. Só em aluguéis de imóveis para cultos a Mundial gasta R$ 12 milhões por mês, segundo estima o diretor de compras da igreja, Mateus Oliveira, sobrinho de Valdemiro. Em número de templos, a Mundial superou duas de suas três concorrentes neopentecostais: a Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares, e a Renascer, do casal Estevam e Sônia Hernandes. Nos últimos dois anos, a Mundial praticamente multiplicou por dez seu tamanho (em 2008, eram 250 templos). Mantido o atual ritmo de crescimento, ela ultrapassaria a Universal até 2012. A igreja de Edir Macedo afirma ter 5.200 templos e 10 mil pastores.

Uma característica nova na expansão da Mundial está naquilo que o sociólogo Ricardo Mariano, estudioso de religião na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, chama de “pescar no próprio aquário evangélico”. Estudos sugerem que a maior parte dos seguidores da Mundial veio de outras neopentecostais, principalmente da Universal. Poucos eram do meio católico, tradicional fornecedor de fiéis para denominações evangélicas. “Calculo que mais de 50% dos membros da Mundial saíram da Universal, uns 30% da Internacional da Graça e o resto das demais evangélicas ou outras religiões”, diz Paulo Romeiro, professor de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor de um livro sobre a igreja.

Na cúpula da Mundial, a presença de ex-membros da Universal é expressiva. Estima-se que 90% dos bispos e até 80% dos pastores tenham sido formados por Edir Macedo. O próprio Valdemiro tem origem na Universal, onde atuou por 18 anos. O apetite com que a Mundial avança sobre a Universal aparece até na distribuição geográfica dos templos. Valdemiro tem predileção por instalar igrejas em imóveis que já foram ocupados pela Universal.

Parte do encanto de Valdemiro está na imagem messiânica que ele construiu em torno de si, contando histórias mirabolantes. A mais espetacular está no livro O grande livramento: ele descreve um naufrágio que sofreu em Moçambique em 1996, quando ainda era da Universal. Valdemiro diz que ele e três conhecidos foram vítimas de uma sabotagem, que fez a embarcação afundar a 20 quilômetros da costa. A partir daí, a história ganha ares cinematográficos.

Valdemiro na época pesava 153 quilos (anos depois, ele faria uma cirurgia de redução de estômago). Ele diz que deu os únicos três coletes aos colegas e começou a nadar a esmo. Diz ter nadado oito horas “contra forte correnteza”, “ondas gigantes” e cercado por “tubarões-brancos assassinos” e “barracudas agressivas”. Na travessia, prossegue sua narrativa, um pedaço de sua perna foi arrancado e seus olhos foram queimados por “águas-vivas gigantes”. Quando finalmente chegou à praia, diz ele, dormiu na areia e acordou nos braços de dois estranhos, “africanos seminus”. “Tive a clareza de que os anjos do Senhor haviam me visitado e me dado o livramento”, diz. Dos três companheiros, dois morreram e um foi resgatado. Na época, jornais noticiaram o naufrágio, mas muita gente na igreja duvidou do relato. Um bispo foi à África fazer uma sindicância, mas isso não sanou as dúvidas.

Valdemiro também conta outros três causos de “livramento”. Diz que, numa ocasião, caiu do 8º andar de uma obra, mas nada sofreu. Afirma também que, passeando de carro “na África”, uma bomba de um campo minado explodiu “arremessando nosso carro uns 3 metros para o alto”. Diz ainda que sofreu uma tentativa de assassinato, mas os “matadores profissionais” erraram os cinco tiros. “Assustados, jogaram o rifle para dentro do carro e fugiram”, afirma.

Fotos: Rogério Cassimiro
DINHEIRO
Na multidão, uma fiel dá R$ 20 à Mundial. Nos grandes cultos, as doações são recolhidas por mais de 200 voluntários (à esq.). Depois, as sacolinhas são entregues numa cabine improvisada, de onde saem malas cheias (à dir.)

Além dos “livramentos”, a Mundial ostenta ainda outras três distinções em relação às concorrentes. A principal é a ênfase na cura. Diferentemente da Universal, que cresceu preconizando o exorcismo, ou da Renascer, que concentra o foco na prosperidade, a Mundial promete soluções divinas para doenças terrenas. O discurso não é novo. Nos anos 50, milagres de cura eram o mote da Igreja do Evangelho Quadrangular e da igreja O Brasil para Cristo, de Manoel de Mello. Valdemiro remasterizou o tema. Para dar credibilidade ao discurso, às vezes recorre ao médico Wandemberg Barbosa, que sobe ao altar para dizer que a medicina não explica certos fenômenos. “Há casos que só podem ser milagres”, diz Barbosa. “Tomo cuidado com o que falo porque existe a fiscalização do CRM (Conselho Regional de Medicina), mas Valdemiro não provoca a descrença na medicina. Ele nunca manda ninguém interromper o tratamento.”

Outra característica que distingue a Mundial é a sacralização do suor. A cada culto, Valdemiro passa quase três horas no altar. Ali, ele grita, canta, ri, chora, pula, se ajoelha e sua. Sobretudo sua. Quando a reunião termina, seu suor é disputado pelos fiéis. Mais de 200 chegam a cercá-lo. Tremendo, chorando, eles usam toalhinhas fornecidas pela igreja para coletar alguma umidade. Depois, esfregam o pano no próprio corpo, em fotos ou documentos. “A valorização do suor, que ocorre com vários líderes da Mundial, é uma novidade completa entre os protestantes”, diz o sociólogo e teólogo Ricardo Bitun, da Universidade Mackenzie. “Valdemiro é corajoso ao permitir que o público toque em seu corpo. Nenhum outro líder evangélico faz isso”, afirma o sociólogo Antônio Flávio Pierucci, da Universidade de São Paulo (USP).

O terceiro elemento distintivo da Mundial é a composição de uma cúpula majoritariamente negra. Os bispos Josivaldo Batista, o segundo na hierarquia, e Roberto Damásio, o terceiro, também são negros. Valdemiro fala com orgulho sobre a presença de negros na direção da igreja. E afirma já ter sido discriminado por sua cor. Eis o que diz o jornalista Ronaldo Didini, ex-homem de confiança de Edir Macedo que hoje trabalha como consultor de mídia para Valdemiro: “Uma vez, numa reunião de lideranças da Universal, Valdemiro foi indicado para liderar a igreja no Paraná. Macedo foi contra, dizendo que a sociedade paranaense era elitizada e que não mandaria um negro para lá. Quem defendeu o Valdemiro foi o Honorilton (Gonçalves), hoje presidente da Record. Mas não adiantou”. Por meio de sua assessoria, a Universal afirmou que tem vários pastores e bispos negros e que a acusação de discriminação contra Valdemiro é improcedente.

A Mundial não vive só de inovação. Noutros aspectos, aproveita o know-how dos concorrentes, como a prática de distribuir bens em nome de terceiros para esconder o enriquecimento das lideranças. “A Mundial cresceu muito. Então há coisas que o apóstolo coloca no nome de outros. Eu já tive veículos da igreja em meu nome”, diz Jorge Lisboa, obreiro e assessor da Mundial, presença frequente no altar ao lado de Valdemiro. “O primeiro carro que o apóstolo comprou pela igreja colocou no meu nome. Muita coisa é assim. Sabe por que o R.R. Soares está estacionado? Porque dedicou tudo à família. O dirigente tem de confiar nos outros. Se comprar dez emissoras de rádio, tem de colocar em nome de pessoas diferentes.” O missionário R.R. Soares não respondeu aos pedidos de entrevista de ÉPOCA.

A prática descrita por Lisboa é confirmada pelo advogado Fausto Bossolo, membro da Mundial e assessor do vereador José Olímpio (PP), representante da igreja na Câmara Municipal de São Paulo. “Como é que você vai declarar isso no Imposto de Renda? A Igreja Evangélica tem um crescimento absurdo e a demanda é muito grande”, diz ele. “Então é complicado colocar (tudo) no nome de uma pessoa só. Você tem uma casa e daqui a um ano tem 20. E aí? Como fica?”

Rogério Cassimiro

No culto em São Bernardo, um bebê é levado de mão em mão sobre o público até o altar, onde depois recebeu a bênção de Valdemiro.

Como outras igrejas neopentecostais, a Mundial também não se acanha em pedir ofertas. Apesar do perfil pobre do público, os pregadores não hesitam em estabelecer valores altos para as contribuições. Valdemiro já pediu até 30% da renda do fiel, o que foi batizado de “trízimo” : “Você vai dizer para Deus o seguinte: ‘Senhor, 70% de tudo o que o Senhor me der neste mês é meu. E 30% são da sua obra’”, disse. Depois, associou o “30” à “Santíssima Trindade”. Apesar de dizer que não faz distinção entre doadores, a Mundial qualifica as ofertas em categorias: ouro (R$ 300), prata (R$ 100) e bronze (R$ 50). “Quando Jesus nasceu, recebeu três presentes: ouro, incenso e mirra. Qual foi o mais importante?”, disse Valdemiro num culto. E respondeu: “O ouro!”.

O ex-pastor Rafael Ferreira, um dos raros dissidentes da Mundial, dá detalhes das táticas de arrecadação: “Em Mato Grosso havia uma meta de R$ 1 milhão por mês, além dos R$ 500 mil para pagar a TV. Eu era responsável pelos depósitos. Todo dia ia ao Bradesco do centro de Cuiabá e depositava de R$ 80 mil a R$ 100 mil na conta da igreja”. Ferreira atuou por três anos na Mundial. Ele conta como eram os “cursos de pregação”: “O bispo Sidney Furlan mandava a gente subir no altar e orientava sobre o que falar para comover o povo. Dizia que era preciso fazer um teatrinho, um sensacionalismo para o povo acreditar que a igreja era responsável pelas curas e milagres”. Ferreira, que se diz ex-homossexual, foi expulso da Mundial em dezembro. Ele pede R$ 1 milhão na Justiça por discriminação e calúnia. Os representantes da igreja em Cuiabá não quiseram comentar suas afirmações.

Problemas com a Justiça não são uma novidade para a Mundial. No começo do mês, três pastores da igreja foram presos pela Polícia Rodoviária em Mato Grosso do Sul. Com eles foram apreendidos sete fuzis, que, segundo a polícia, saíram da Bolívia e seriam entregues para traficantes no Rio de Janeiro. O próprio Valdemiro já foi apanhado em situação parecida. Em abril de 2003, o Ford Mondeo que dirigia foi parado numa blitz em Sorocaba. No carro, havia 26 cartuchos de munição e três armas: uma carabina calibre 22 e espingardas calibres 12 e 15. “Ele disse que era caçador. Falou que tinha morado na África, onde caçava elefantes”, diz o policial Danilo Ramos, que atuou no flagrante. Na casa do apóstolo, “um lugar sujo, nos fundos de um quintal”, segundo Ramos, os policiais acharam mais duas espingardas ilegais. Na delegacia, Valdemiro afirmou que ganhava “aproximadamente R$ 500 por mês” e não tinha imóvel nem dinheiro no banco. Passou a madrugada preso. Em 2005, foi condenado a dar três cestas básicas a uma instituição de caridade.

Ainda em 2003, Valdemiro voltou a esbarrar na ilegalidade. Ao renovar a carteira de motorista, usou o RG 16.717.037, que pertence a uma mulher nascida em Paraibuna, no interior de São Paulo. A habilitação, com o número de RG errado, venceu em 2008. Não consta que ele tenha tido problema por ter circulado com um documento com informação falsa.
Valdemiro já pediu até 30% da renda do fiel – o que foi batizado de “trízimo”

Com o crescimento da Mundial, o padrão de vida de Valdemiro mudou radicalmente, embora ele continue cultivando a imagem de interiorano simplório diante dos fiéis. Valdemiro mora num condomínio de luxo em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando precisa se deslocar, usa dois helicópteros e um jato Citation Excel, de R$ 18,5 milhões, alugado há cinco meses. O helicóptero menor é um Bell Jet Ranger 206B3, avaliado em R$ 1,3 milhão. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ele já pertenceu à apresentadora Xuxa. Hoje, está em nome de uma factoring chamada Athenabanco, que diz ter vendido o aparelho à Mundial no fim de 2008, em 12 parcelas. “O pedido de transferência para a igreja está na Anac há dois meses, mas o processo é lento”, diz Robinson Leite, diretor da Athenabanco.

O helicóptero grande é um Agusta A109-C, comprado pela Mundial em setembro de 2009, por R$ 5,1 milhões. Potente, luxuoso e seguro, o Agusta é um dos aparelhos mais cobiçados do mercado. Para embarques e desembarques perto de casa, Valdemiro usa o heliponto de Amilcare Dallevo, dono da Rede TV!. É uma situação provisória (que Dallevo prefere não comentar). Em pouco tempo, Valdemiro deverá construir seus próprios helipontos. A amigos, disse que vai construir um perto de sua casa e outro perto do enorme templo que está erguendo na Zona Sul de São Paulo.

A frota de aeronaves já parece insuficiente para o apóstolo. Há algumas semanas, corretores foram acionados para tentar vender o Agusta por US$ 2,5 milhões. “O plano de Valdemiro é comprar um Agusta Grand, o mais sofisticado da marca, que custa uns US$ 7 milhões”, diz um profissional do mercado. O avião também pode estar com os dias contados. “Eu já disse para o Valdemiro que ele precisa comprar um jato intercontinental. A igreja está em expansão na África”, afirma Ronaldo Didini.

Em seu próprio nome, o patrimônio de Valdemiro é bem menor. Com a mulher, a bispa Franciléia, ele é sócio de uma empresa de comunicação e de uma gravadora de CDs, que trabalham para a igreja. Franciléia é uma loira de 44 anos. Com joias e roupas chamativas, ela acompanha Valdemiro nos cultos e ora chorando. Ainda é sócia da editora que publica livros da Mundial. Oficialmente, a renda do casal sai apenas da venda dos livros e CDs. Os outros bens de Valdemiro são um Fusca 1969, uma moto 125 cilindradas e uma picape Dodge RAM 2.500 avaliada em R$ 100 mil.

O motor do crescimento acelerado da Mundial é sua estratégia de mídia, considerada a mais agressiva entre os evangélicos. Até dois anos atrás, a Mundial disputava fiéis pela TV em pé de igualdade com os concorrentes, alugando pequenas faixas da programação. Em agosto de 2008, deu um salto. Valdemiro fechou um acordo com a família Saad, do Grupo Bandeirantes de Comunicação, e passou a ocupar 22 horas diárias da grade da Rede 21, canal UHF com alcance nacional. O negócio, que garantiu presença avassaladora da Mundial na TV, foi articulado por Didini, que ficou com o cargo de gestor de conteúdo da emissora.

A Mundial tem também acordos com a Rede TV! – em que ocupa três horas e meia da programação diária – e com a CNT – oito horas por dia. Transmite por satélite para cinco países da África. No rádio, mantém operações em vários Estados. As mais relevantes no Rio e em São Paulo, onde a Mundial arrendou uma emissora FM para transmitir 24 horas por dia.
Fotos: Rogério Cassimiro
RIQUEZA
Valdemiro cultiva uma imagem de frugalidade. Mas tem um padrão de vida sofisticado. Um helicóptero Agusta (foto inferior, à esq.), um Bell (foto maior) e um jato Citation de R$ 18,5 milhões (foto superior, à esq.) ficam a sua disposição

Revista Época
FLAGRANTE
Um policial exibe fuzis apreendidos com pastores da Igreja Mundial em Mato Grosso do Sul. O próprio Valdemiro já foi preso com armas ilegais

Ainda que a cúpula da Mundial mantenha segredo sobre a movimentação financeira da igreja, todos concordam que o gasto mais relevante é com mídia. Um membro da cúpula afirmou que o desembolso total nessa rubrica está em torno de R$ 13 milhões por mês. “No Canal 21, o apóstolo deve estar pagando uns R$ 7 milhões, daí para mais. Na Rede TV! foi renovado por R$ 1,9 milhão. E na CNT uns R$ 800 mil”, diz o assessor Jorge Lisboa sobre os três principais contratos. Para filmar eventos externos, a Mundial contratou a produtora de TV Casablanca, a maior do setor no Brasil.

A nova ambição de Valdemiro é política. Seguindo a tendência de outras igrejas, ele quer criar sua própria bancada em Brasília e eleger um representante seu em cada Assembleia Legislativa do país. “A estratégia do apóstolo é lançar só um federal e um estadual por Estado. É para não ter competição interna”, diz Irio Rosa, escalado para ser candidato a deputado estadual no Paraná pelo nanico PSC (Partido Social Cristão). A legenda, cujos maiores expoentes são o senador Mão Santa (PI) e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, deverá lançar a maioria dos candidatos da Mundial. Rosa, exibido constantemente na TV da Mundial, admite que mal conhece o Paraná.“Eu queria sair candidato por Brasília, mas o apóstolo não deixou. Então, faz um ano que estou morando em Curitiba”, diz.

Um dos colaboradores mais importantes de Valdemiro fará dobradinha com Rosa no Paraná. É o executivo Ricardo Arruda Nunes, ex-presidente do desativado Banco de Crédito Metropolitano, conhecido como o banco da Igreja Universal. Nunes diz ser hoje responsável pela “estratégia financeira” da Mundial. Ele já foi investigado pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República por suas supostas relações com empresas-fantasmas que teriam sido criadas pela Universal para lavar dinheiro. Agora, prestador de serviços para a Mundial, frequenta os cultos de Valdemiro todo domingo.

Em janeiro, Valdemiro Santiago quase recebeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu altar. A ocasião era um culto no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, com público estimado em 50 mil pessoas. Lula chegou a confirmar presença, mas não apareceu, porque teve uma crise de hipertensão. Para representá-lo, compareceram dois petistas: o prefeito Luiz Marinho e o senador Aloizio Mercadante. “Eu não conhecia Valdemiro”, disse Mercadante. “É mesmo impressionante. Ele prega de forma muito direta, autêntica e popular. Lembra as manifestações que a gente fazia aqui neste mesmo lugar com os trabalhadores, um movimento forte, espontâneo e que incomoda as elites.” Mercadante prometeu articular um encontro de Valdemiro com Lula. Até a semana passada, nenhuma reunião tinha sido agendada.

Valdemiro procura cultivar contatos com políticos de diversas tendências. Mantém boas relações com o tucano Marconi Perillo, senador por Goiás, e com Ivo Cassol (PP), governador de Rondônia. “Imagine uma pessoa íntegra, boa, verdadeira. É ele, Valdemiro. Ele faz coisas que só Deus pode fazer”, diz Cassol. Ele costuma recebê-lo em sua fazenda, em Rondônia, para pescar. Entre os políticos de destaque, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), é o único com quem Valdemiro tem relacionamento dúbio. Em 2008, Valdemiro pediu votos para Kassab. No ano passado, quando a sede da Mundial no Brás, centro de São Paulo, foi lacrada por falta de segurança e excesso de barulho, Kassab passou a ser tratado como inimigo.

A sede do Brás é um galpão enorme e antigo, que funcionava como fábrica da família Matarazzo. Ocupa uma área de 43.000 metros quadrados e foi comprado pela igreja por R$ 60 milhões em 60 parcelas. O embargo ocorreu porque o imóvel tinha fiação exposta, piso e teto comprometidos e não contava com saídas de emergência, além de produzir muito barulho. Enquanto providenciava reformas, Valdemiro dizia que o fechamento era uma “perseguição dos poderosos à obra de Deus”. Várias vezes ameaçou retaliar Kassab nas urnas. A sede, que ficou 53 dias lacrada, é a principal fonte de renda da Mundial. “O fechamento da nossa igreja provocou um prejuízo de milhões e milhões de reais”, disse Valdemiro num culto em fevereiro, enquanto pedia mais ofertas aos seguidores.

De todos os assuntos relacionados à vida de Valdemiro, um dos mais polêmicos e misteriosos é sua saída da Universal. Valdemiro é o único dissidente de Edir Macedo que prosperou criando sua própria igreja. Depois de ocupar posições de destaque em São Paulo, Paraíba, Pernambuco e em Moçambique, Valdemiro rompeu com a Universal em 1997. Sua importância pode ser medida pelas participações societárias que acumulou. No último ano de Universal, tinha em seu nome duas TVs e três rádios FM da igreja. Há várias versões para a ruptura. Alguns dizem que Valdemiro foi expulso por desviar dinheiro da Universal. Outros dizem que ele discordou de Edir Macedo na nomeação de um bispo. Há quem diga que ele caiu em desgraça porque brigou com autoridades de Moçambique e atrapalhou a expansão da igreja por lá. Sua saída não foi amigável. “Sabe o que o Macedo fez com ele? Deu R$ 50 mil e um Gol velho. Jogou na mesa. Foi assim que o Macedo fez, ó: ‘Se você ficar, vou te dar uma liderança forte, um Audi, tudo. Se sair, leva R$ 50 mil e um Gol velho’”, afirma Didini, que deixou a Universal na mesma época. “Ganhei R$ 100 mil quando saí. O cara (Valdemiro) foi um líder, trabalhou 18 anos lá, deu a vida pela igreja e só levou R$ 50 mil.”

Parte importante do sucesso da Mundial é resultado da crise da Igreja Universal. Lideranças evangélicas dizem que a Universal começou a enfrentar problemas quando Edir Macedo passou a dedicar a maior parte de sua atenção à TV Record. “Ele deixou de ser igrejeiro, virou empresário e foi morar nos Estados Unidos, longe dos fiéis”, afirma o ex-bispo Marcelo Pires, que atuou na Universal e hoje move processos judiciais contra a igreja. “O seguidor da Universal nem vê mais o Edir pregando. Como não sente o carinho de seu líder, procura outras igrejas.” Há também o desgaste provocado pelas denúncias recentes de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito contra líderes da Universal.

Desde a criação da Mundial, Edir Macedo nunca manifestou nenhum tipo de temor sobre a concorrente. Dias atrás, ele publicou um post em seu blog em que cita pela primeira vez a Mundial. Edir Macedo reproduziu a carta de uma fiel que teria passado pela igreja de Valdemiro. Ela diz que na Mundial viu sua vida espiritual “caindo a cada dia”. Os parceiros de Valdemiro comemoraram. Para eles, Edir Macedo passou um atestado de preocupação.
Rogério Cassimiro
PODER
Acima, Valdemiro com o prefeito Luiz Marinho (à esq.) e o senador Mercadante, que representaram Lula em São Bernardo. Abaixo, com Kassab em 2005, citado nos templos como inimigo da Mundial
Jorge Lisboa


Alto escalão

Os principais nomes da cúpula da Igreja Mundial
Fotos: reprodução (2), Rogério Cassimiro/Época e Danilo Verpa/Folha Imagem

Wagner Ribeiro é roteirista chefe da Websérie brasileira 2012 Onda Zero.
Mais em www.2012ondazero.com.br

Fusão de mais dois varejistas no Brasil

Fusão de mais dois varejistas no Brasil

Posted: 29 Mar 2010 08:41 AM PDT
Ricardo Eletro e Insinuante formam 2º maior varejista do País
Segunda, 29 de Março de 2010, 10h46
Fonte: Redação Terra

As redes de móveis e eletrodomésticos Ricardo Eletro e Insinuante anunciaram nesta segunda-feira a fusão de suas operações, formando o segundo maior grupo do varejo brasileiro, com faturamento de cerca de R$ 4 bilhões em 2009 e 488 lojas pelo País.

A liderança segue disparada com a união Casas Bahia e Pão de Açúcar no final de 2009, que criou um grupo de 1.015 lojas e faturamento anual estimado de R$ 40 bilhões (com base em dados de 2008). O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ainda analisa a fusão das duas empresas.

No entanto, o novo grupo Ricardo Eletro/Insinuante deixa para trás o Magazine Luiza, que atualmente possui 455 lojas e faturamento de R$ 3,8 bilhões no ano passado.

Fundada em 1989, a Ricardo Eletro era até então a 5º maior empresa no ranking de varejo, com cerca de 268 lojas nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Goiás e Distrito Federal, divididas em lojas de rua, shopping e megastore. A companhia tem cinco centros de distribuição.

Enquanto isso, a Insinuante começou a operar em 1959 e atualmente possui 220 lojas, em todos os Estados do Nordeste mais Rio de Janeiro e Espírito Santo. A empresa emprega cerca de 10 mil funcionários e era a quarta maior do segmento.

Notícia extraída do Portal Terra em 29 de março de 2010:
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201003291346_RED_1269870368nN29248160

segunda-feira, 29 de março de 2010

Todas as Cores um ideal. o de jamais permitir que o vermelho seja derramado em vão!

Governo Federal, Estadual e sociedade civil unem forças no combate à discriminação religiosa

Governo Federal, Estadual e sociedade civil unem forças no combate à discriminação religiosa

Autoridades assinam termo de compromisso para criação de Centro de Referência de Enfrentamento à Intolerância Religiosa e a Promoção dos Direitos Humanos e junto com lideranças religiosa e socais lançam a Campanha Quem é de axé, diz que é!

A cerimônia aconteceu no Teatro Gláucio Gill na última segunda-feira (22/3). O Ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos; a Secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva e o Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SUPERDir), Cláudio Nascimento assinaram termo de compromisso para convênio de implantação do Centro de Referência de Enfrentamento da Intolerância Religiosa e Promoção dos Direitos Humanos. Estiveram presentes também importantes lideranças religiosas como Mãe Beata de Iemanjá, Ogan Marcus Resende, Sheik Saladim Mohammed, representante da Federação Israelita do Rio de Janeiro Sergio Niskier, Pastor Batista João Carlos, Babalaô Ivanir dos Santos, entre outras de diversos credos.

“O Brasil é um país de todos, independentemente de credo, cor ou raça. Enxergamos a criação do Centro de Referência como uma importante ferramenta na diminuição dos crimes contra religiosos em razão de não aceitação das diferenças”, afirmou o Ministro Édson Santos.

Já a Secretária Benedita da Silva destacou “a grande responsabilidade deste convênio que estamos assinando agora para a construção de uma política de paz e respeito. Nossa secretaria, através da SuperDir, tem desempenhado um papel importante neste processo. Vejo como um marco a criação do Centro e a Secretaria, já mobiliza e mobilizará mais esforços ainda para a sua ampliação”, declarou.

O Superintendente Cláudio Nascimento vai além: “Defender o Estado Laico não pode ser pretexto para não se posicionar frente às situações de discriminação e violência em razão da religiosidade. Recebemos muitas denúncias de casos de discriminação e intolerância em todo o Estado. Por isso, este Centro de Referência de Enfrentamento da Intolerância Religiosa assumirá um papel importantíssimo na defesa de vítimas e segmentos que sofrem intolerância e discriminação religiosa, pois garantirá e promoverá os direitos humanos como um valor de promoção da diversidade”.

Investimentos

A iniciativa de criação do Centro de Referência foi da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SuperDir) da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), através de solicitações do movimento inter-religioso e de ONGs de Direitos Humanos, e conta com o apoio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) da Presidência da República. O total do investimento para a implantação do CR, envolvendo as duas instâncias governamentais, é de R$487.783,43 (quatrocentos e oitenta e sete mil, setecentos e oitenta e três reais e quarenta e três centavos). Está previsto a inauguração do Centro de Referência para a segunda semana de maio.

Campanha Quem é de Axé diz que é! é lançada!

Logo após o ato de assinatura do termo de compromisso, o coordenador geral do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcus Resende lançou a campanha Quem é de axé diz que é! que objetiva a auto-identificação dos adeptos das religiões de matriz africana para o Censo de 2010, e fala de sua importância: “Será um passo importante para o combate à intolerância religiosa, uma vez que ao assumir sua religiosidade, o praticante, tendo sua auto-estima elevada, adotará cada vez mais os elementos visíveis desta afirmação, sem vergonha ou pudor”.

Estatísticas

Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), apenas 0,3% da população geral do país se declaram praticantes de religiões de matrizes africanas, sejam elas o candomblé, a umbanda, o omolocô, o tambor de mina, o batuque entre outros que formam o mosaico da religiosidade brasileira. “Se cada pessoa se declarar sem medo e com orgulho de sua religiosidade ao censo, será possível obtermos números; dados; e assim marcar sua existência para assumir sem culpa sua dimensão de religiosidade”, estimula o Superintendente Cláudio Nascimento.

Durante a cerimônia aconteceram atividades culturais, como dança e esquetes teatrais, como o Grupo Afoxé Filhos de Ghandi, Grupo Afoxé Ojuaiê, Grupo Expressões Percussivas, performance da atriz Vânia Gomes, esquete teatral de Marco Serra e cerimonial do ator Rodrigo dos Santos, que abriram mão de cachê para essa atividade. O evento também serviu para lançar o projeto de catalogação de peças religiosas afro-brasileiras que foram seqüestradas nas décadas de 30 e 40 e durante a ditadura militar, que é uma iniciativa da SUPERDir/SEASDH, em parceria com a SEPPIR e a UERJ.
Informações para a imprensa:

Salete Lisboa
Tels: (21) 2334-5519/5533/8596-5150


Márcia Vilella | Diego Cotta

Tels: (21) 2284 2475 | 2234 9621 | 8158 9692 | 8158 9715



Contatos com a SUPERDir/SEASDH:

Tels. (21) 2334-5545/5546/9538

superdir@social.rj.gov.br

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Troféu Xica Manicongo homenageia personalidades na Casa de Cultura Laura Alvim

Troféu Xica Manicongo homenageia personalidades na Casa de Cultura Laura Alvim

O prêmio de Direitos Humanos, Cultura e Promoção da Cidadania de Travestis e Transexuais acontece no próximo dia 9/3 (terça-feira) às 20h30. Entrada franca.

Muitos devem estar se perguntando o porquê de um nome, no mínimo, tão curioso. O tema foi escolhido pela Associação das Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro (ASTRA-Rio) que quer apresentar a importante e desconhecida figura de Francisco Manicongo, que neste prêmio é chamado pelo seu nome social: Xica Manicongo. Xica foi a primeira travesti não-índia do Brasil, escrava de um sapateiro de Salvador em 1591, símbolo de luta e resistência de uma época em que negar o sexo era tido como heresia e digno de punição.

“Xica foi denunciada à inquisição por recusar-se a usar roupas masculinas e a atender por seu nome de batismo. A história dela é mais um exemplo da presença de travestis e transexuais em toda a história do Brasil e é, sem dúvida, a mais legítima representação de afirmação político-social na luta pelo reconhecimento da identidade além do biológico”, explica a presidente da ASTRA-Rio, Majorie Marchi.

Dentre os homenageados da noite encontra-se o estilista Carlos Tufvesson, que ganhará o troféu na categoria Parceiro-Trans. Também ganharão troféu a UNAIDS, pela campanha “Igual a Você”, na categoria Visibilidade Positiva; Divinas Divas, como Melhor Espetáculo Cultural; Damas em Cena, do Instituto do Ator, como Projeto do Ano; a atriz-trans Fabiana Brazil; A grife Complexo B; entre outros.

Haverá ainda uma homenagem a cultura trans com as cantoras Jane Di Castro e Angela Lecrery e a perfomance da atriz-trans Paula Braga.

O Troféu Xica Manicongo faz parte do mês da Visibilidade Trans e é realizado pela ASTRA-Rio, com o apoio da Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pela Livre Orientação Sexual

Começa aqui uma corrente por justiça, uma luta boa, uma LUTA LEGÍTIM@, pelo direito de se ter a própria Orientação Sexual, de se expressar junto a sociedade como se é, de enfrentar os guetos trabalhistas aque somos forçados a atuar. Chamo aqui, a este fórum permanente todos os Gays, Lébicas, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Simpatizantes que enxergam uma sociedade plural como saída contra a opressão heterossexista.

Desde já, o meu, Muito Obrigado!

Claudio Augusto dos Anjos